quarta-feira, 31 de julho de 2013

YOU DON'T REMEMBER MY NAME, I DON'T REALLY CARE

 A vida nem sempre faz sentido, muito menos para pessoas perturbadas, pessoas desencorajadas que perdem a vontade de viver, por falta de amor. Falta de amor próprio. O que eu estou dizendo? Minha vida também não faz o mínimo sentido.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Evil - Prólogo

     Toda noite era a mesma coisa. Gritos e choros quase intermináveis já faziam parte da rotina da família, a madrugada caia e os soluços e gritos do filho mais novo sempre apareciam, mais cedo ou mais tarde. As vezes não acontecia, porém chegava a ser ainda pior, pois quando acontecia parecia não ter fim.
     Kanope tinha 16 anos e seu irmão Hathor apenas 8. Os problemas na família começaram a aparecer quando Hathor começou a chorar incontrolavelmente durante o sono, até acordar sempre muito suado e assustado, o pavor era tão intenso que até mesmo depois de horas de acordado, seu semblante de medo ainda permanecia. Acordava no meio da noite dizendo ouvir vozes, e as tais vozes o levavam a chorar pelas coisas que, segundo ele, lhe eram ditas, porém nunca se soube o que era, ele tinha medo de dizer, ele nunca tocava no assunto. Hathor foi levado ao hospital por diversas vezes, psicólogos avaliaram seu comportamento como normal, pesadelos de criança que levam a esse tipo de trauma, que com o tempo se vai.
     Seus pais não se conformavam, aquelas situações só aconteciam no meio da madrugada, no início achavam que era apenas pesadelos, medo de criança de ficar no escuro sozinho, e conforme a situação piorava, mudaram a cama de Hathor para o quarto de Kanope, para que os dois dormissem juntos. A família torcia para que tudo desse certo, porém não adiantava, Kanope passou a ser atormentado pelos gritos e choros do irmão.
     A família era de seis pessoas, Margareth e Rômulo, que eram os chefes da família, pais de Kanope, Hathor e Isis de 20 anos, e a avó das crianças, mãe de Margareth, Sra. Ruth. Também morava com eles as empregadas Maria e Judite.
     A casa era grande e arejada, tinha cores claras combinando com revestimentos de pinho amarelo envernizado no chão e nas paredes. Tinha dois andares. No segundo piso era onde ficavam os quartos de Isis, Kanope, Hathor, a suíte da avó, a suíte do casal e o quarto de hóspedes, um corredor com acesso ao sótão, e um banheiro. No térreo ficava a sala de estar, sala de jantar, o escritório da família, a cozinha, dois quartos de empregada, a área de serviço que dava acesso para a garagem, dois banheiros, um armário sob a escada, e ao lado do armário, o acesso ao porão.
     Hathor tinha total liberdade para brincar dentro e fora da casa, no enorme quintal, na rua com os vizinhos, e durante o dia comportava-se como a criança normal que era, porém com toda certeza, toda noite, alguma coisa o atormentava de tal forma, a faze-lo tornar-se a criança mais apavorada do mundo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Where has my heart gone?

Maria não sabia para onde seu coração tinha ido, a única certeza que tinha era a de que ele tinha partido, para bem longe, ela já não conseguia mais sentir seu cheiro, não ouvia mais seu palpitar.
Era uma moça jovem quando descobriu que era infeliz, 25 anos, inteligente, persistente, estudou, formou-se na faculdade e trabalhava no setor administrativo de uma multinacional, porém via-se perdida, diferente. Vivia num mundo em que era a mais estranha de todas, a mais deslocada, até o mais insignificante dos seres parecia usufruir de mais felicidade que ela.
O amor de sua família já não tinha mais, sua mãe morrera de parto, seu pai fora atropelado por um caminhoneiro bêbado quando Maria tinha apenas 12 anos de idade, ficou em coma por 1 ano e finalmente veio a falecer. Uma enfermeira disse uma vez à Maria que o corpo se vai, apodrece, porém a alma dos pais sempre estaria presente em sua vida. Maria nunca sentiu isso, talvez os espíritos dos pais tivessem apodrecido junto aos corpos.
Porém não era de espíritos nem de cadáveres que Maria precisava. Era de amor, amor físico e real, amor palpável, carnal. Precisava de carinho, de afeto, era isso que ia trazer a felicidade, a auto estima, e todos os outros sentimentos mais espirituais. Sem o amor, sem o toque supremo de um outro ser que a admirasse, Maria não conseguiria nunca ser feliz, ou era isso que ela pensava.
Anos depois Maria chegou a ter esse toque, chegou a sentir esse amor, porém após demasiada espera. Demorou mas finalmente Maria sentiu-se amada, encontrou o amor da sua vida, teve filhos e netos, e então descobriu que o amor viveu esses anos todos dentro dela, descobriu que era e sempre foi feliz, só era incapaz de descobrir esse sentimento, de traze-lo para fora de si e compartilhar com o mundo.
Ao morrer, Maria disse a sua filha mais velha.
    -Descobri que a fonte da minha infelicidade não era falta de amor, era falta de amar.

Tema Definido

De início o tema do blog ia ser "Música, Leitura, Cinema", porém desisti, não me agradou, simplesmente não gostei, pensei que essa fosse minha vontade mas não é, vou escrever as histórias péssimas que se perdem na minha mente e eu nunca coloco ~no papel~, então é isso, eu espero que todo mundo goste, eu pelo menos estou satisfeito com isso.